PALAVRAS NO AVESSO: UEMASUL – AGORA É CAMINHAR

Marcos Fábio Belo Matos – professor doutor do Curso de Jornalismo da Ufma Imperatriz
Marcos Fábio Belo Matos – professor doutor do Curso de Jornalismo da Ufma Imperatriz

Estive, uns dias atrás, na solenidade de entrega do campus da Uemasul, no centro de Imperatriz, que foi reformado. Na mesma ocasião, foi assinada a ordem de serviço para o início da construção do segundo campus, que ficará no terreno doado pelo Sinrural, dentro da área onde se realiza, todos os anos, a Expoimp. As obras, pelo que disseram lá, iniciariam imediatamente.

A Uemasul tem pressa. Pressa de crescer. Pressa de se instituir administrativamente. Pressa de conquistar o que foi negado por três longas décadas a professores/professoras, técnic@s e estudantes dessa região do Maranhão.

Essa pressa também se fez sentir no anúncio, pelo governador, nessa mesma cerimônia, da expansão da Uemasaul, para atingir os municípios que formam a sua área de abrangência. Se eu ouvi bem, o governador prometeu que, ao final do seu governo, todos os 22 municípios dentro da área administrativa da Uemasul serão alcançados.

Não é um desafio simples. Precisa de muito empenho da reitoria, suas pró-reitorias e os demais setores a elas vinculados. Precisa de um aporte orçamentário para fazer os cursos chegarem e se instalarem, em condições dignas de recursos humanos, infraestrutura física, biblioteca e processos administrativos. Precisa de muitos códigos de vagas de docentes e técnicos administrativos para preencher as vagas e de uma política de retenção de professores/professoras e técnicos nessas cidades, para evitar os esvaziamentos, já tão comuns, das cidades onde há campus de instituições públicas.

É preciso também um estudo sério e profissional de abertura de cursos para suprir demandas necessárias e longas. Para evitar que se criem cursos sem saber se estão, de fato, afinados com os arranjos produtivos e as necessidades locais.

São desafios, como disse acima. Mas todo desafio se torna mais leve quando se está com muita vontade e entusiasmo de suplantá-lo. E isso pude perceber lá na cerimônia. Isso se percebe no empenho, tanto de professores/professoras, técnic@s, quanto de alunos e alunas que enxergam na Uemasul uma possibilidade de, além de se formarem na profissão que escolheram, seguir com estudos de outro nível e de contribuir, de maneira real, factível, com um projeto de universidade que nasce abraçado por uma coletividade.

É possível se alcançar esse projeto de capilarizar a Uemasul? Claro que é. Basta ver outros exemplos de universidades Brasil afora que espalham seus campus por toda a sua área de abrangência, como a Unesp, por exemplo. Mas é preciso distribuir também a gestão, sobretudo a financeira. Para não fazer como muitos outros modelos, em que chegam as estruturas burocráticas, @s professores/professoras, @s técnic@s, os alunos e alunas e o mais importante fica concentrado na sede: a grana, o cacau, sem o qual nada funciona.

A própria Uemasul, antes de ser Uemasul, viveu esse modelo por muitos anos, sentiu os problemas na pele e sabe muito bem os prejuízos que causa.

Em dez anos, anotem, a Uemasul será grande – em todos os sentidos que este adjetivo abarca.

Eu, que sou da Ufma, vou acompanhando de perto, aplaudindo as ações e sonhando com a nossa vez…

 

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